terça-feira, 3 de julho de 2012


Se Eu
Se eu me apaixonar por você
Você prometeria ser verdadeira
E me ajudar a entender?

Porque eu já me apaixonei antes
E eu descobri que o amor era mais
que só mãos dadas

Se eu der meu coração
pra você,
Eu tenho que ter certeza
Desde o inicio
De que você
me amaria mais que ela

Se eu confiar em você,
Oh, por favor
Não corra e se esconda
Se eu te amar também,
Oh, por favor
Não fira meu orgulho, como ela

Porque eu não aguentaria esta dor
E eu
ficaria triste se nosso novo amor
Fosse em vão

Então eu espero que você veja
Que eu
Amaria te amar
E que ela
Vai chorar
Quando aprender que nós somos dois

Porque eu não aguentaria esta dor
E eu
ficaria triste se nosso novo amor
Fosse em vão

Então eu espero que você veja
Que eu
Amaria te amar
E que ela
Vai chorar
Quando aprender que nós somos dois
Se eu me apaixonar por você

domingo, 4 de setembro de 2011

Augusto por Drummond


Augusto por DrummondE-mail




"Li o "Eu" na adolescência e foi como se levasse um soco na cara. Jamais eu vira antes, engastadas em decassílabos, palavras estranhas como simbiose, mônada, metafisicismo, fenomênica, quimiotaxia. Zooplasma, intracefálica... E elas funcionavam bem nos versos! Ao espanto sucedeu intensa curiosidade. Quis ler mais esse poeta diferente dos clássicos, dos românticos, dos parnasianos, dos simbolistas, de todos os poetas que eu conhecia. A leitura do "Eu" foi para mim uma aventura milionária. Enriqueceu minha noção de poesia. Vi como se pode fazer lirismo com dramaticidade permanente, que se grava para sempre na memória do leitor. Augusto de Anjos continua sendo o grande caso singular da poesia brasileira."

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
texto feito pelo poeta em 1984, centenário de Augusto dos Anjos, a pedido da Biblioteca Nacional; será publicado pela primeira vez em uma edição de "Eu" no volume preparado pela Bertrand Brasil

sábado, 3 de setembro de 2011

terça-feira, 2 de agosto de 2011

A “DISSSONÂNCIA” NA POÉTICA DE AUGUSTO DOS ANJOS



SARA RIBEIRO DOS SANTOS [1]

RESUMO
Este trabalho discute a poética de Augusto dos anjos ressaltando seus aspectos heterogênicos (forma/conteúdo/estética periodologica) como suporte para se averiguar uma certa “Dissonância poética”, sob auxilio da ótica vária da critica. Comumente ao se falar em dissonância, logo imagina-se tratar de desarmonia musical, desacordo de sons ou (desafinação, desentoação, discordância, divergência), no caso da poesia, será o resultado da confluência de várias estéticas literárias em uma única obra, – “EU” único livro do poeta. Justifica-se pelo fato da obra não possuir uma unânime classificação estética ou periodologica. Pois sabe-se que a literatura situa-se cogente no devir temporal e no transcurso histórico. É certo que os historiadores e os estudiosos do fenômeno literário, movidos por autênticas exigências críticas, ou, algumas vezes, por razões meramente didáticas, tenham procurado estabelecer determinadas divisões históricas e estas divisões tenham se cristalizado no domínio vastíssimo da literatura. Para melhor discussão, faremos ponte com os críticos Ferreira Gullar, Lúcia Helena, Anatol Rosenfeld, dentre outros e com alguns poetas e pensadores que influenciaram direta ou indiretamente a poética de Augusto dos Anjos, como: Charles Baudelaire, Gottfried Benn, Schopenhauer, Darwin, Spencer, Haeckel, Byron, Cruz e Souza. Na tentativa de se comprovar que o resultado das confluências estéticas se dão por uma “Dissonância poética”.


PALAVRAS-CHAVES: AUGUSTO DOS ANJOS. DISSONÃNCIA POETICA. PERIODIZAÇÃO. CRÍTICA.


[1] Sara Ribeiro dos Santos, Graduada em Letras Vernáculas pela Universidade do Estado da Bahia – UNEB. Artigo apresentado na III Semana de Letras e o I Encontro de Literatura Baiana no Campus VI da UNEB dia 28 de julho de 2011. 


OBS: Logo disponibilizarei o link para o artigo completo, estou aguardando a publicação.
Quem estiver enteressado entre em contato pelo e-mail do blog.